domingo, setembro 26, 2010

E vai rolar a festa da "democracia"!

No próximo domingo, dia 03 de Outubro, teremos aquilo que o William Bonner e demais paladinos do showrnalismo tupiniquim adoram dizer: "a festa da democracia"! O pleito eleitoral que definirá o futuro do Brasil nos próximos 4 anos! ( toca a vinheta celestial “ohhhh”)

Uma festa da qual eu, você e o povão em geral não é convidado e sim forçado a comparecer, sob pena de multa e diversas outras retaliações que só um regime democrático como o nosso pode conceber. E neste ano de 2010 compareça à seção eleitoral com toda a paciência do mundo, pois teremos que “escolher” presidente, senador, governador e deputado estadual e federal. É isso mesmo que você imaginou: filas, filas e mais filas. Mas não desanime, olhe para aquele mesário e pense que poderia ser pior o seu domingão.

Neste sábado eu resolvi tomar uma boa dose de coragem e assisti ao horário político – que de gratuito não tem nada – na TV. A intenção era dar boas risadas com os candidatos bizarros que botam a cara (de pau) na televisão para pedir votos e descolar uma boquinha na política. Claro, para que serve um horário político na TV senão observar este lado ridículo de que hoje a política virou uma espécie de trampolim para a ascensão social de qualquer Zé Mané candidato? As propostas, quando são exibidas, são pífias e demagógicas – e não estou falando dos palhaços, transformistas, cantores e atores rebaixados ao mundo das sub-celebridades, estou falando daqueles políticos considerados “sérios”.

Cito como exemplo a disputa para governador no estado da Bahia de Todos os ex-Magalhães. Como trabalho na área de educação, presto mais atenção às “propostas” para este setor e quando tomo conhecimento do que “nossos” candidatos pensam sobre o assunto só fortalece a minha tese que discorda do grande filósofo Tiririca: pior do que está, ficará, pequeno gafanhoto!

Vejamos: o atual governador, candidato à reeleição, defende continuar com o modelo que fez o país avançar, blábláblá. Para os professores o recado é claro: vai continuar tudo do jeito que está e o que já era ruim conseguiram piorar; outro candidato, o segundo colocado nas pesquisas, promete o “ensino médio em tempo integral”. A escola em tempo integral é o fetiche de vários candidatos e não aparece um jornalista com os culhões para perguntar: “Que escola, candidato? Essas escolas com problemas de infra-estrutura, salas lotadas, com profissionais desvalorizados, uma escola que ninguém aguenta mais?”.

Mas a “melhor proposta” de todos vem do terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto para governador da Bahia: uma poupança estudantil anual no valor de mil reais a ser concedida aos melhores alunos do ensino médio. Ao saber dessa “proposta”, meu tio Zé deu um pulo e exclamou: “Quero voltar a ser aluno! Chega dessa miséria de aposentadoria!”.

Se vocês repararem no discurso de vários candidatos aí do seu estado, sejam eles de “esquerda”, “direita” ou seguidores do Enéas, sempre há propostas vinculadas a incentivos financeiros pro povão. Não considero que o bolsa família seja um mau programa - e eu o defendo por se tratar de um país com profunda desigualdade histórica e programas de transferência de renda são necessários; no entanto quando mais propostas atreladas ao aspecto financeiro chegam à área educacional, o pensamento que não sai da minha cabeça é o seguinte: “salve-se quem puder, quero é grana, a escola e o aprendizado que se danem”.
É verdade que tanto alunos como professores não aguentam mais o modelo atual de escola – com honrosas exceções – e justamente por isso o olhar destinado à educação deveria ser bem mais amplo, em um projeto consistente a médio e longo prazo resgatando a função da escola. O incentivo ao estudo através de bolsas tem a sua importância ( lembre-se do ensino superior e pesquisas) e é claro que dinheiro é importante e necessário, sobretudo para a valorização do profissional de magistério, mas é apenas um fator dentre tantos que para se atingir uma educação de qualidade. E todas as propostas apresentadas pelos candidatos para o setor são demagógicas, genéricas ou sobretudo assistencialistas.

É por isso que não dá para se animar com esses programas políticos na TV. Só vale mesmo pelo lado cômico. E não dá para se animar também com essas eleições. Não me surpreenderia nem um pouco com a vitória do Tiririca, do Romário, do Kiko do KLB, Popó, Mulher Pêra, Léo Kret do Brasil, Netinho de Paula, Moacyr Franco ( medo!) e outros candidatos bizarros para seus cargos. Não estamos mais falando de política, estamos falando de entretenimento – e disso eles entendem.

Então ficamos assim: esses candidatos oferecem o circo e os candidatos “sérios” oferecem o pão. E nos veremos na semana que vem numa festa de arromba... e nem queira saber o que arrombarão caso não confirme a vossa ilustre presença!

Por saúde, educação, emprego, renda e moradia, siga-me no twitter: www.twitter.com/jaimeguimaraess

segunda-feira, setembro 20, 2010

Neymar, o monstro!

Esta charge foi publicada na revista Carta Fundamental na Escola, de Agosto de 2010. Agradeço ao Armando Maynard pela informação – a revista entrou em contato comigo e autorizei o uso da ilustração. Grato!

“Os robôs, programados por engenheiros, são sólidos na defesa e velozes no ataque. Jamais se cansam nem protestam, nem perdem tempo com a bola: cumprem sem chiar as ordens do técnico e nem por um instante cometem a loucura de acreditar que os jogadores brincam. E nunca dão risada”.
Eduardo Galeano, "Bocas do Tempo"

Neymar invade a área. Dá um chapéu no zagueiro e é derrubado. Pênalti. A torcida do Santos vibra. O garoto vibra também e pega a bola. Quer completar o serviço.

Do banco, vem a ordem do técnico: é para outro jogador bater a penalidade. Neymar não entende. Quer fazer o gol, é atacante, fez uma bela jogada que deu origem ao pênalti. Acata a decisão do treinador. Frustrado, xinga o treinador. Xinga o zagueiro capitão do time que chamou-lhe a atenção depois de um gol perdido e firulas desnecessárias. Xinga Deus e o mundo.

O que aconteceu, afinal? O diagnóstico foi feito pelo técnico adversário, depois da partida em que saiu derrotado: “Estamos criando um monstro”.

Um monstro. E o termo pegou: Neymar, o Monstro.

O Santos puniu o jovem atleta pela atitude indisciplinada. Corretamente, afinal há regras que devem ser cumpridas e uma hierarquia a ser respeitada. O treinador o puniu deixando-o de fora da partida seguinte. O jogador, constrangido, pede desculpas em público, no vestiário, na reunião com os jogadores, no treino coletivo, no twitter, desculpe, desculpe, desculpe!

Mas não é o suficiente. É um monstro.

É exposto ao massacre. A opinião pública sentenciou: “terá carreira curta”, “é um mau caráter”, “é o novo Bruno”. Todos indignados com a atitude do garoto que completou 18 anos, recém milionário, assediado e imaturo, uma combinação explosiva sem a orientação adequada – e absolutamente necessária, tanto quanto a reprimenda, pois ninguém aqui está defendendo “passar a mão na cabeça” do garoto. Mas não importa, não há meio termo: trata-se de um monstro!

Romário faz propaganda ajudando a vender cerveja. Ronaldo, Luís Fabiano e tantos outros fizeram propaganda ajudando a vender cerveja. O alcoolismo é a 3ª doença que mais mata no mundo. Ídolos nacionais que incentivam o uso da bebida alcoólica. 34 mil pessoas morrem no trânsito brasileiro todos os anos e boa parte destes acidentes é causada pelo uso de bebidas alcoólicas.

Ninguém fica indignado com dados monstruosos.

Jornalistas esportivos rotulam Neymar de outros termos além de “monstro”: “perna de pau mental”, moleque “retardado e desrespeitoso”, “imbecil milionário” e tantos outros. Falam em “respeitar o adversário” estes mesmos jornalistas que não cansam de repetir que o futebol, no tempo de Pelé e Garrincha, era melhor.

Pelé fazia dois gols, pegava a bola no fundo das redes, entregava pro zagueiro atônito e dizia: “Toma, entrega pra tua mãe. Diz que foi o rei quem mandou”. E ainda usava a "malandragem" em um ou outro lance.

Garrincha chamava o seu marcador para dançar na lateral do campo. E gingava com a bola pra um lado, pra outro, o marcador não acompanhava e lá passava o Mané. Não satisfeito, voltava o lance para dar outro drible humilhante no pobre coitado. A torcida dava risada. Mané se divertia. O nome do marcador? Era apenas mais um “João”, segundo Garrincha.

Hoje, Pelé e Garrincha desrespeitariam os adversários. Monstros.

Neymar, o monstro, o terror da juventude, o perigo da moral e dos bons costumes, o violador de menininhas virgens, de agora em diante deverá pedir desculpas pelos dribles. Desculpas pelos chapéus, pelas jogadas, pelo talento, pelas dancinhas ao comemorar um gol. Impropérios, nem pensar, sob a pena de lavar a boca com água e sabão.

Neymar deve se tornar um exemplo de retidão - inclusive para estes mesmos torcedores paladinos da moral que usam de nomes tão feios para xingar os árbitros, esses filhos da **** do c**** bando de c**** e ladrões! Talvez, quem sabe, seja canonizado em breve.

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segunda-feira, setembro 13, 2010

Sobre a felicidade

(a infeliz charge acima, pra variar, é de minha autoria)

Gurus da auto-ajuda, tremei! Finalmente conseguiram descobrir o que é preciso para que as pessoas sejam felizes: uma renda mensal maior que R$ 6.800, essa mixaria, mas o ideal é mesmo R$ 11 mil. Assim nos conta uma pesquisa feita nos EUA – claro, onde mais? – sobre fatores mais influentes para se alcançar a meta mais desejada pelo ser humano, a felicidade.

E o que vem ser “felicidade”, afinal? Etimologicamente, o latim nos legou a palavra “Felix”, que além de ser nome de personagem de desenho animado, significa “fértil”, “frutuoso”. No entanto os gregos, sempre eles, nos deixaram algo que se aproxima daquilo que pensamos sobre felicidade hoje: a eudaimonia. A palavra daimon significa “poder divino”, pois os gregos acreditavam que o conceito da felicidade estaria relacionado ao fato de ser agraciado por um bom poder divino – ou a chamada benção, que possui praticamente o mesmo sentido.

Os títulos que mais encontramos nas livrarias são de obras que prometem desvendar os segredos e ensinar truques para se alcançar a felicidade. Muitos livros de auto-ajuda falam exatamente do aspecto “divino” para diversas denominações: cristãos, espíritas, adeptos do new age, religiões orientais, ateus; por outro lado há o aspecto material, com a felicidade atrelada aos padrões de consumo atuais, a promoções no emprego, riquezas e “fórmulas para relacionamentos perfeitos”.

Voltando à referida pesquisa, podemos notar como esses aspectos – divino e material – se revezam entre os fatores apontados para ser feliz. Na relação destes fatores o primeiro lugar na condição para a felicidade indica “ser religioso”; logo depois, em segundo lugar, ter uma boa renda mensal – no caso, mais de R$ 6.800. A lista continua intercalando o que podemos chamar de bênçãos como filhos, maturidade e casamento - sim, o casamento! Ora, quem não busca uma boa união? Estão aí as marias-chuteiras que não me deixam mentir - com as conquistas materiais como planos de saúde e curso superior.

No entanto, não seja obeso, fumante, divorciado e não seja solitário ou tenha que sustentar alguém. Esses fatores indicariam aquilo que ninguém deseja: a infelicidade. Dores de cabeça também fazem parte desta lista que podemos realmente chamar de infeliz. Se quiser acrescentar os itens “sogra”, “chefe” ou “seu time”, fique à vontade.

Tarefa mais difícil é definir a felicidade. A pesquisa feita pelos estadunidenses tentou seguir um padrão de atividades mais comuns que tornam felizes as pessoas de um determinado local. Outra pesquisa realizada em 2008 aponta que os brasileiros são os mais otimistas quanto à felicidade dentre vários povos no mundo. Também neste caso o aumento da renda da população nos últimos anos – e o poder de consumo, consequentemente – estaria atrelado ao fator que leva à felicidade.

Será que o dinheiro realmente traz felicidade? Eis outra pergunta complicada para se responder. Em uma sociedade voltada para o consumo parece impossível desvencilhar o fator material do fator divino. Sêneca, filósofo latino, afirmou que “feliz é aquele que, satisfeito com sua condição, desfruta dela”; Jesus Cristo, em seu sermão da montanha, exortou as pessoas a não juntarem tesouros na Terra, e sim no Céu; Sidarta Gautama, o Buda, prega o desapego aos desejos: “vivamos felizes, nós que nada possuímos!”. Alguém estaria disposto a tanto desprendimento e até certo conformismo?

Clichês sobre a felicidade existem aos montes por aí, então me valho deste: a felicidade depende de cada um, com suas preferências e desejos realizados. Provavelmente seja este o melhor caminho, pequeno gafanhoto. O Tio Patinhas e Eike Batista encontram a felicidade ganhando (muito) dinheiro; o Rubens Barrichelo é feliz quando termina uma corrida; o seu Zé, dono do boteco, digo, mercadinho da esquina, fica feliz da vida quando pago meus fiados.

Quanto a mim, não tenho lá muitos motivos para ser feliz. Mas confesso que a leitura de um excelente livro com a trilha sonora divina do Pink Floyd – ou Beatles ou os porra loucas dos Stones até 1974 - me faz entrar em contato com o daimon e controlar os demos que costumam me atormentar. Talvez seja um bom começo.

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terça-feira, setembro 07, 2010

A verdadeira história da Independência do Brasil-sil-sil

Não sou nenhum Pedro Américo, mas eis meu quadro da Independência do Brasil! Clique na imagem para melhor visualização

A história oficial você já conhece: Pedrinho de Alcântara Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, o príncipe regente do Brasil, encontra com uma tropa portuguesa que papai D. João havia mandado atrás do filhinho bagunceiro. E ali, às margens do Rio Ipiranga, em um arroubo quixotesco, Pedrinho de Alcântara desembainhou sua espada, ergueu-a e gritou para os portugueses: “Independência ou Morte!” Tudo isso aconteceu em 7 de Setembro de 1822 e assim Pedrinho virou D. Pedro I, o imperador do Brasil.

Essa é a história que você encontra em qualquer livro didático. E tal versão da independência do Brasil vem sempre acompanhada desta linda tela do pintor Pedro Américo:
É uma obra magnífica, sem dúvida. Pena que não corresponde ao que realmente aconteceu. O quadro foi concluído em 1888 – iniciado em 1885 - , muito tempo depois do famoso “ouviram dos Piranga”. Então o que está ali retratado é fruto de (algumas) pesquisas e (muita) imaginação do talentoso pintor.

Mas será que foi só imaginação mesmo? Reparem que no quadro, no lado esquerdo inferior da tela, existe um sujeito guiando um carro de boi que olha para a cena com muita curiosidade. Nunca se perguntaram quem seria este sujeito?

Pois eu descobri: trata-se de Joaquim Preto de Jesus*, escravo de um fazendeiro cujo nome perdeu-se na história. Preto de Jesus foi a inspiração para que Pedro Américo pintasse seu quadro com tanta riqueza de detalhes. Os dois se encontraram em São Paulo, na região do Ipiranga, exatamente na casinha retratada ao lado direito da obra, onde conversaram sobre os fatos daquele 7 de Setembro:

- O senhor poderia me dizer que idade contava na época em que D.Pedro I proclamou nossa independência?
- Sim, sinhô: eu tinha 16 ano.
- E hoje?
- Hoje tenho 79 ano, mas alembro de tudo, tudinho, eu tava lá, vi tudinho com esses zoio que a terra há di comê e me alembro sim sinhô!
- Então conte-me tudo o que viu, preciso saber mais sobre aquele dia para pintar um quadro.
- Sim sinhô. Eu voltava de Santos porque ali era a trilha pra nóis que ia buscar mercadoria que desembarcavam no porto, num é? Era um caminho ruim, num sabe, então nóis usava mula, era mais melhó. Na verdade até o povo do príncipe usava mula!
- D. Pedro I utilizava mulas como montaria?
- Ah, sim sinhô, era melhó, num sabe?
- Não vai ficar bem no quadro um imperador utilizando mulas. Pintarei belos cavalos. Mas continue, senhor.
- Sim, eu vinha puxando os boi com as mercadoria e encomenda tudo pra meu sinhozinho quando vi aquele punhadinho de mula no meio da estrada.
- Mas como? Não era uma grande comitiva acompanhando o imperador?
- Sei dizer que se tinha uns 14, era muito.
- E não estavam próximos ao riacho?
- Não muito, faltava bem ainda umas duas légua. Vi o príncipe e ele tava muito irritado, indo pros mato o tempo todo.
- Irritado com o que?
- Hihihi...o sinhô me disculpe falá essas coisa, mas parece que ele teve uma briga lá com dona Marquesa, num sabe?
- Como assim? O imperador foi a Santos para tratar de assuntos políticos!
- Hihihi...é como dizem, num é? Mas me disseram que ele chegou lá na casa de sinhá Marquesa e comeu uma gororoba que ela mesma tinha feito e que num caiu bem. Ele disse que ela num sabia conzinhá e dona Marquesa expulsou o príncipe de casa. Parece que foi briga feia porque Dão Pedro tava com um galo no meio da testa, disseram que a Marquesa tacou uma panela nele! Aí nos caminho de volta o príncipe sentia dor de barriga e tava parano toda hora pra se aliviá!
- Hum, mas dizem que ele se encontrou com tropas portuguesas...
- Olha, sinhô, eu só posso falá do que vi. Na verdade era três mensageiro procurano pelo príncipe, diziam que tinha um recado do rei.
- E que recado era esse?
- Ah, isso eu num sei dizê. Só sei que o Dão Pedro leu a carta, botô a mão na barriga e disse “Senhores, me perdoem, mas vou resolver um assunto atrás daquela moita, trata-se de uma emergência de vida ou morte!”
- Como? Não teve grito, princípio de luta? Foi assim mesmo?
- Foi, foi sim sinhô. Os único grito que eu ouvia era do príncipe se aliviano atrás das moita. Mas ele era muito educado, tirou o chapéu pra recebê os mensageiro e tudo, Dão Pedro era muito humilde, era sim, era, me alembro de tudo.
- Muito agradecido, senhor Preto de Jesus! Teu depoimento vai ajudar-me a pintar o quadro sobre a independência do Brasil! O que posso fazer por você?
- Si o sinhô pudesse, eu queria que o sinhô pintasse meu retrato, é, eu gostaria sim, nunca tive dinheiro pra mandá pintá um, é.
- Farei melhor, meu amigo: irei retratá-lo no próprio quadro da independência! Entrarás para a história do Brasil! Tu e esta casinha! Sim, é uma boa ideia, essa casinha vai compor bem o cenário para o quadro, ora, se vai!

*nota: “Joaquim Preto de Jesus”, obviamente, é uma personagem de ficção, da mesma forma que o diálogo com o pintor Pedro Américo, embora com base em fatos históricos. Se está fazendo pesquisa escolar, leia AQUI e AQUI.

Leia meus brados retumbantes no twitter www.twitter.com/jaimeguimaraess
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